sábado, 2 de julho de 2011

EM BRANCO



Pus-me a refletir sobre a vida nos últimos dias e cheguei a uma comparação, que talvez não seja uma das melhores, a vida de cada um é como um livro; no momento em que nascemos temos um livro em mãos de páginas em branco e na capa o nosso nome em letras bem grandes para que não seja confundido com nenhum outro livro; a partir do nosso primeiro choro, do momento em que abrimos os olhos pela primeira vez; começamos a escrever nossa história ao nosso modo, porém escrevemos nessas folhas com uma tinta poderosíssima que não tem como apagar ou tentar corrigir o que já foi escrito, o que podemos fazer é que caso venhamos nos deparar com uma situação igual nas próximas folhas é mudar nosso agir, mas o que foi escrito até a presente folha não pode ser mudado de forma alguma, afinal máquina do tempo só existe em filmes de ficção cientifica, na vida real, no nosso manuscrito da vida os erros estão presentes, as falhas são vistas e apontadas pelos críticos, os sorrisos são fieis, as lágrimas podem habitar uma dor ou alegria extrema, os desejos são intensos, as frustações são fontes de depressão; tudo absolutamente tudo que nos acontece vai ser escrito no nosso livro da vida, desde a chuva que caia no nosso primeiro inverno a nossa primeira decepção, dos nossos primeiros passos ate o momento em que somos responsáveis por outra vida e tudo serve para marcar, cada acontecimento mínimo nos traz alguma lição diferente, um modo diferente de nos levantar apos uma queda, um modo de driblar as dificuldades e os obstáculos, mais uma vez afirmo o que já foi escrito não há como ser mudado e sempre vai ter alguém que leia as linhas de teus erros que não te permitem esquecer os mesmos.
A folha em que você escreve agora enquanto lê essas linhas chama-se presente, as folhas que virão por enquanto estão em branco e cabe a nós saber o que queremos escrever, se vamos ou não repetir erros passados, se permitiremos que pessoas que surgem continuem fazendo parte dessa história; tudo isso só nós em que podemos escrever, ninguém pode escrever nossa história nem nós podemos escrever a história de ninguém o que podemos é fazer parte do livro de alguém ou esse alguém fazer parte do nosso livro, e cabe a cada um querer e fazer por onde merecer permanecer nas folhas da vida de alguém.
Por enquanto as folhas que virão estão em branco, mas serão escritas a cada respirar, a cada amanhecer e não adianta querer saber o final, pois este também está na última folha do livro que ainda em branco está.

Morgana Miranda

Nenhum comentário: